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Como Tudo Começou

Colapsos e Desligamentos no Autismo Adulto

Mulheres Autistas: elas existem e precisam de atenção As mulheres autistas são normalmente diagnosticadas tardiamente porque sempre mascaram suas características pois pensam que camuflando sua personalidade e dificuldades serão aceitas socialmente. Minha filha Caroline de 28 anos não é diferente disso. Justamente pelo mascaramento e nas tentativas frustradas de se manter parecida com a maioria, tem crises de meltdown e shutdown constantemente. Os motivos podem variar, muitas vezes após muitas interações sociais em determinado dia, em algumas horas posteriores a crise de choro vem e as vezes quando é mais grave ela parece desligar do mundo e fica deitada por horas sem fazer nada, quase imóvel e alheia a tudo. Neste momento ela até perde a noção do tempo. Algumas vezes essas crises podem ser sensoriais, causadas por algum som, luz ou gritos. Alguns exemplos que ela vivenciou: Certo dia, quando estava trabalhando na biblioteca do Cesumar, estava organizando os livros e sentiu que algo a e...

Autismo e Flora Intestinal

desenho de um intestino mostrando a disbiose

     
Mas como funciona o intestino de um autista?

    Conforme fui me aprofundando nas minhas pesquisas sobre autismo logo me deparei com o intestino irritável. Percebi que não era somente em mim, na Fibromialgia que havia a disbiose intestinal. A microbiota dos meus filhos era igual à minha, cheio de bactérias patológicas que causavam vários desconfortos, gases, dores, diarréia, constipação e inflamações. 

    Fui me lembrando de quantas vezes tive constipação na minha vida, ficava presa no banheiro por horas, não saia nem entrava o cocô, minha mãe levava pedaços de laranja com bagaço para que empurrasse e conseguisse defecar.

    Lembrei de uma vez também a Caroline, minha filha quando era bebê ficou totalmente presa e chorava de dor eu não sabia porque, quando abri a fralda vi que estava entalada, na intuição, empurrei para dentro e numa explosão saiu tudo, ela parou de chorar aliviada. Lembro que ela se alimentava bem, comia todas as papinhas que eu mesma preparava, com alimentos batidos no liquidificador. Era a fisiologia de seu intestino, cheio de bactérias patológicas que ressecavam o bolo fecal.

    Meu filho Vitor é o contrário, sempre mais mole seu bolo fecal, mas com cheiro forte, principalmente quando toma iogurtes e leite fermentado. Faz tempo que evito e mantenho uma quantidade máxima de quantidades e horários estabelecidos, porém ainda tenho a hostilidade de meu marido Valter que diz que tudo é da minha cabeça e que eu sou a sabe tudo e que nunca erro. Confesso que fico estressada com essa afirmação, pois tudo que pesquiso eu envio para ele, os estudos científicos comprovados e ele nem lê e ainda continua comprando produtos nocivos e fica difícil para administrar se meu filho vê meu marido comendo ele acredita que não tem disbiose intestinal. Algo incrível para nosso intestino irritadiço é o própolis verde, como nos ajudou com o equiilíbrio entre as bactérias ruins e as boas, pois é antiinflamatório e antimicrobiano. Uma dica para quem não gosta do gosto é colocar dentro de alguma cápsula de outro suplemento alimentar, só que uso 35 gotas para mim e para a Caroline, já para o Vitor são 15 gotas ao dia, são mais do que suficientes.

    Procuro sempre ler algo para meus filhos e meu marido escuta mas não ouve, não dá bola, não me ajuda e isso intensifica o estado de irritabilidade do meu filho e de minha filha e meu, claro.

Por que autistas tem problemas intestinais?

    Descobri nas pesquisas que somos alérgicos ao glúten também, e procuro ingerir apenas uma vez por semana, faço pizzas de tapioca, bolos com farinha de arroz, pão com arroz batido no liquidificador e macarrão e lasanha compro com arroz também. Não deixei de comer tudo o que gosto, amo massas mas evito ao máximo o glúten que inflama consideravelmente nosso intestino.

    Procurei também trocar o leite de vaca por leite de amêndoas mas ninguém aqui em casa gostou, mas evito leite de caixinha pois tem muitos conservantes e nosso intestino é irritável e sensível, aliás somos sensíveis a tudo: a alimentos, a sons altos, multidão, claridade excessiva, etc.

    Outro veneno para nosso intestino cheio de bactérias nocivas é o açúcar que é a base do alimento dessas bactérias. Sucos de caixinha e refrigerantes usamos com cautela, amamos doce mas estamos nos cuidando melhor. Doce de leite, creme de avelã, diminuimos mas não conseguimos tirar completamente da nossa dieta.

    Depois de muitas pesquisas vi que precisávamos de um probiótico que pudesse equilibrar essa disbiose. Descobri que o lactolbacilus mais raro no intestino dos autistas é o lactobacillus Rhamnosus, são os que suportam meios mais ácidos como o nosso intestino. Tomamos de 10 bilhões 1 cápsula antes de dormir e estamos muito melhores, mas vou procurar variar nos tipos de lactobacilus para que haja um equilíbrio maior e consequentemente nosso organismo se equilibre de uma maneira mais completa e eficaz, por isso uso de vez em quando os de cepas variadas, com 2 bilhões de cada, também com 10 bilhões no total onde cada tipo atua de uma forma diferente no nosso organismo tão sensível e desequilibrado.

As principais espécies de lactobacilos e suas funções específicas no corpo humano estão detalhadas a seguir:

Espécie de LactobaciloLocalização Principal no CorpoPrincipais Funções e Benefícios
Lactobacillus acidophilusIntestino, boca e vaginaAuxilia na digestão da lactose, melhora a absorção de nutrientes, combate infecções intestinais e ajuda a prevenir a proliferação de bactérias nocivas e fungos na região íntima.
Lacticaseibacillus rhamnosus (antigo L. rhamnosus)Trato gastrointestinal e urinárioAltamente eficaz na prevenção e tratamento de diarreias (incluindo a diarreia do viajante e induzida por antibióticos), além de modular a imunidade e auxiliar na saúde da pele (como em casos de dermatite atópica).
Limosilactobacillus reuteri (antigo L. reuteri)Estômago, intestino delgado, boca e leite maternoProduz substâncias antimicrobianas naturais (reuterina), ajuda a reduzir cólicas intestinais em bebês, modula respostas inflamatórias e fortalece a barreira da mucosa gástrica.
Lacticaseibacillus casei (antigo L. casei)IntestinoAjuda a regular o trânsito intestinal, fortalece o sistema de defesa do organismo contra patógenos entéricos e auxilia na redução de sintomas de intolerâncias alimentares.
Lactobacillus crispatusCanal vaginalConsiderado um dos maiores protetores da saúde íntima feminina. Mantém o pH vaginal ácido por meio da produção de ácido lático, prevenindo vaginose bacteriana e infecções por Candida.
Lactiplantibacillus plantarum (antigo L. plantarum)Trato gastrointestinalPossui alta capacidade de aderir à parede intestinal, competindo diretamente com bactérias ruins por espaço. Ajuda a reduzir sintomas da Síndrome do Intestino Irritável (SII) e modula a resposta imune.
Lactobacillus gasseriTrato gastrointestinal e vaginaAssociado ao suporte metabólico, estudos indicam que auxilia na regulação de processos inflamatórios intestinais e na modulação do armazenamento de gordura corporal. Na microbiota vaginal, atua na defesa contra infecções.
Lactobacillus helveticusIntestino (muito usado em fermentados lácteos)Auxilia na quebra de proteínas do leite, produz peptídeos bioativos que podem ajudar no suporte à pressão arterial saudável e melhora a absorção de cálcio, beneficiando a saúde óssea.
Lactobacillus fermentumTrato gastrointestinal e urogenitalAtua fortemente na atividade antioxidante do organismo, ajuda a reduzir o colesterol LDL "ruim" e fortalece a resposta imunológica sistêmica contra infecções respiratórias e intestinais.
Lactobacillus jenseniiCanal vaginalAtua em conjunto com o L. crispatus na produção de peróxido de hidrogênio e ácido lático, criando um microambiente hostil para bactérias oportunistas e fungos na flora vaginal.
Lactobacillus delbrueckii (subespécie bulgaricus)Trato gastrointestinal (comum em iogurtes)Embora não colonize o intestino de forma permanente, sua passagem auxilia na digestão temporária da lactose e estimula o sistema imunológico da mucosa intestinal.
Lactobacillus inersCanal vaginalPresente na microbiota vaginal saudável, embora seja mais adaptável a flutuações de pH do que o L. crispatus, participando da barreira de defesa contra patógenos.

Funções Gerais Compartilhadas pelo Grupo:

  • Efeito Barreira: Elas formam um biofilme protetor nas paredes do intestino e da vagina, impedindo fisicamente que bactérias e fungos causadores de doenças se fixem nos tecidos.

  • Produção de Ácido Lático e Compostos Antagonistas: Acidificam o meio onde vivem e liberam bacteriocinas (substitutos naturais de "antibióticos" produzidos pelas bactérias do bem) que paralisam micro-organismos invasores.

  • Comunicação com o Sistema Imune: Estimulam a produção de anticorpos e regulam processos inflamatórios, ajudando o corpo a não reagir de forma exagerada a substâncias inofensivas (prevenindo alergias).

O que é desbiose intestinal no autismo?    

Percebi que o estresse crônico que temos diminuiu bastante, dores e inchaços abdominais também melhoraram e nossas fezes estão mais saudáveis.

    A água é uma grande aliada para manter os órgão funcionando bem, principalmente o estômago e o intestino, tomamos 8 copos de água por dia. Também procuramos alimentar as bactérias boas com frutas com casca como maçã e uvas e ainda bagaço de laranja e mexerica. Os sucos procuramos sempre tomar os integrais de uva, laranja e abacaxi que não tem açúcar e o chocolate que eu adoro meio amargo sem leite.

    Com todos esses cuidamos estamos nos sentindo melhor e em progresso. Mas quando passeamos sabemos que não podemos ser tão rígidos na dieta, principalmente em visitas e o glúten somente 1 vez na semana e ficamos todos bem.


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