Salsicha, peito de peru e agrotóxicos: entenda o impacto dos nitritos no sistema nervoso e como começamos nossa rotina de desintoxicação.
Depois de refletir sobre as alergias respiratórias que foram se repetindo nos meus filhos autistas Caroline e Vitor sempre após ingestão de alguns alimentos inflamatórios, percebi que infelizmente havia outro vilão que os deixava pior e com a histamina elevada desencadeando suas reações alérgicas respiratórias. Eram os alimentos ultraprocessados, aqueles que vem da natureza mas passam por processos químicos de conservação, coloração, aromas, temperos e validade, para industrialização e comércio, os alimentos prontos para uso: salsicha, linguiça, mortadela, presuntos, patê, salsichão, hamburguer, peito de peru, nuggets e por aí vai.
Hoje o tempo é curto para fazermos tudo o que precisamos e a facilidade de alimentos semiprontos surgiu com esse objetivo, mas será que cobram um preço alto depois de algum tempo? Estudos científicos publicados mostram que sim:
O que os nitritos fazem no organismo sensível?
O nitrito e o nitrato são reconhecidos como reservatórios endógenos de NO, mas o nitrato exerce sua função sempre por meio da conversão em nitrito. A ingestão de alimentos ou bebidas tem um impacto direto nos níveis de nitrato oral, sendo que 60-80% da fonte alimentar provém de vegetais, 15-20% da água potável e 10-15% de carnes curadas. Quanto ao nitrito em humanos, as fontes alimentares exógenas desempenham um papel menor nos níveis endógenos de nitrito, pois o nitrito oral é convertido principalmente por bactérias comensais orais a partir do nitrato, que é reabsorvido e concentrado nas glândulas salivares. A medição do nitrito salivar após jejum noturno permite excluir a interferência alimentar neste estudo. Portanto, concentramo-nos na quantificação precisa do nitrito oral após jejum noturno, bem como na investigação de sua relação com o NO no sangue de crianças com TEA. Leia a publicação inteira aqui.
Nesse estudo foi analisado e discutido que as crianças com TEA ou com outra neurodivergência, acumula esses químicos que são tóxicos para organismos sensíveis e que pioram o comportamento de irritabilidade e hiperatividade. Conforme o tempo de exposição e acúmulo no organismo sofrerão ainda a hipóxia isquêmica, que levará a quadros de ansiedade e depressão. Decidi mudar os alimentos daqui de casa urgentemente. Teremos mais trabalho, é verdade, usaremos mais tempo de preparo mas vou buscar alternativas saudáveis para nossa família. O glúten, a caseína e o açúcar já sabemos que são inflamatórios, mas os ultraprocessados também entrarão na exclusão daqui definitivamente.
Os eventos decorrentes da hipóxia isquêmica são representados pelo desencadeamento de uma cascata de reações bioquímicas que se mantém até o reestabelecimento do correto fluxo sanguíneo. Portanto, a sua severidade poderá ser determinada ou influenciada pelo tempo de duração da hipóxia. Mais detalhadamente, com a queda dos valores de oxigênio e glicose, o metabolismo aeróbico, necessário para a sobrevivência celular, desloca-se para a glicólise anaeróbica. No entanto, este último processo é ineficiente para gerar a energia para manter os gradientes iônicos e os processos metabólicos celulares neuronais em níveis aceitáveis. Os estudos detalham como a falta de oxigenação adequada nas células prejudica a produção de energia do corpo, gerando o chamado estresse oxidativo. É por isso que, por aqui, busco alternativas para apoiar a saúde celular da minha família. Leia todo o PDF aqui.
O nitrito também causa estresse nitrosativo e disfunção mitocondrial, leia todo o teor da publicação aqui. Por isso há tempos faço uso do Pqq que é um grande apoio à reprodução mitocondrial e a coenzima Q10 atua na energia perdida por essas toxinas. Conforme se repete o uso dos alimentos tóxicos ou com agrotóxicos o corpo vai sofrendo hipóxia isquêmica e morte dos neurônios e piora todo o quadro desse autista. Na Caroline se manifestou com desequilíbrios, dores abdominais, irritabilidade, ansiedade, depressão, constipação, dores de cabeça e no corpo, enjôo e vômito, cansaço extremo e alergias respiratórias. Já o Vitor demonstrou grande hiperatividade, irritabilidade, ansiedade, dores no corpo e na cabeça. Para mim a mistura dos dois mas não cheguei a vomitar. Percebi meu pai de 85 anos sofrendo com todos os sintomas mencionados mas principalmente com falta de ar pois não toma o Pqq nem a coenzima Q10 pois quem cuida dele me desacreditou, temo que a disfunção mitocondrial de suas células esteja em nível elevado com a idade avançada e seu sistema nervoso sofrendo muito com isso, sofro também por não conseguir ajudá-lo. Mas ele faz fisioterapia e usa bombinhas respiratórias, as mesmas que uso no Vitor.
Já o pai do meu marido Valter foi um homem que morava no sítio e sempre que pediam ele mesmo administrava pesticidas com bombas manuais e sem nenhum equipamento de proteção. Ele não se preocupava e desconhecia esses perigos. Desenvolveu câncer aos 68 anos e infelizmente faleceu. Pensamos muito na possibilidade da sobrecarga dos agrotóxicos. Agradeço a Deus por hoje termos aceso às informações, o conhecimento muda nossa história definitivamente.

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