Pular para o conteúdo principal

Como Tudo Começou

Atividades Criativas e Fora das Telas

A Experiência Prática do Vitor      Tirar as crianças das telas na faixa dos 7 aos 12 anos é um desafio para qualquer família, mas quando se trata do autismo, a busca por estímulos corretos, previsibilidade e autorregulação torna essa missão ainda mais importante.      Através do dia a dia com o meu filho Vitor, percebi que o segredo não é apenas tomar o celular ou o tablet, mas sim oferecer experiências reais que trabalhem a coordenação motora, a regulação sensorial, a autonomia e a vida espiritual. Tudo o que fazemos junto com eles traz benefícios para a vida deles. Pode parecer que não, mas já colhi muitos frutos com ele. Também noto que essas atividades feitas com a irmã mais velha autista também cria vínculos para a vida toda para os dois. Mesmo adulta ela sente mais segurança ao estar com o irmão. Crianças autistas fora das telas     Abaixo, compartilho as atividades que funcionam de verdade na nossa rotina e como cada uma delas contribui pa...

Diagnóstico TEA - Transtorno do Escpectro Autista

Ilustração de duas crianças segurando o símbolo do autistmo

Autismo - Muitas famílias se perguntam: “Quem devo procurar"?


     Depois que compreendi meu diagnóstico de Fibromialgia, comecei a perceber meu filho pequeno que já estava com 2 anos de idade. O primeiro sinal visível que observei foi a estereotipia, ele balançava com o corpo boa parte do tempo de um lado para o outro e de frente para trás. 


Quem faz o diagnóstico de TEA?


    Quando ficava irritado era pior ainda: batia a cabeça para trás e as vezes para frente na parede ou em algum móvel da casa, continua fazendo isso e gemendo uma fala robotizada até hoje (aos 12 anos). A irritabilidade dele era constante, não podia ser contrariado. Hoje entendo que a frustração para eles é diferente do que para nós. É muito mais intensa e dolorosa para eles. Eles não tem no cérebro deles uma saída para as situações, têm a impressão de que aquilo não vai passar, permanecerá sempre. Naquela época não tinha conhecimento desse fato e exigia que ele me explicasse o que estava acontecendo para poder ajudá-lo, mas naquele momento era impossível me explicar ou tentar me fazer entender. A sua resposta infantil à frustração era o machucar-se. Hoje entendo muito mais do que antes e me entristeço ao pensar que podia ter ajudado mais meus 2 filhos se tivesse conhecimento do que se passo dentro deles.

    As Crises de raiva se repetiam constantemente, havia dias que aconteciam cerca de 5 vezes, estava exausta e procurei primeiramente a Escola. Eu achava um absurdo ter que ficar período integral pelo regime da escola pública. Não podia pagar escolinha particular mas fui tentar conversar para obter apoio da escola dele. 

    Marquei um horário e levei um artigo que tinha lido impresso com os pontos principais relacionados a minha suspeita de autismo. Mas a escola disse que não, que suas crises eram devidas ao ambiente familiar. Sempre me orientavam a conversar com o Vitor. Eu explicava que sempre conversava com ele mas muitas vezes ele me ignorava parecia até estar longe. Hoje sei que há o shutdown, que também é uma crise mas é interna, onde o autista parece se desligar ou  dissociar do ambiente externo, parece falta de comunicação, olhar vago, respiração lenta outras vezes pode ser rápida.

    Infelizmente tive que aprender tudo sozinha mesmo, muitos médicos também chegaram a me dizer que eu não educava meu filho, que aquilo não era um transtorno, que era falta de saber educar uma criança.


Ilustração de um médico


    Meu próprio marido não acreditava em mim, insistia em dizer que ele era muito inteligente e era apenas nervoso além do normal e que quando crescesse iria aprender a se autorregular. Mas não, não aceitava isso pacificamente estava exausta, nervosa e me sentia sozinha.


Mas qual a diferença entre TEA e Autismo?


    TEA e autismo são a mesma coisa, TEA é a sigla para "Transtorno do Espectro Autista". É um termo abrangente que inclui uma variedade de condições caracterizadas por desafios na comunicação social, comportamentos repetitivos e interesses restritos. O TEA é considerado um espectro porque os sintomas e a gravidade podem variar amplamente entre indivíduos.


Psiquiatria x neurologia: qual o mais indicado para cuidados no TEA?


    O diagnóstico de TEA é baseado em critérios específicos que incluem dificuldades na interação social, padrões de comportamento restritos e repetitivos, e diferenças na forma como os indivíduos percebem e processam informações sensoriais. É um transtorno neurodesenvolvimental, o que significa que afeta o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso.


Autismo se instala nos 3 primeiros anos de vida


    Os sintomas do TEA geralmente aparecem antes dos 3 anos de idade, mas a gravidade e a forma como se manifestam podem variar muito. O tratamento pode incluir uma combinação de terapias comportamentais, educacionais e, às vezes, medicamentos para ajudar a gerenciar sintomas específicos e apoiar o desenvolvimento da pessoa. Depois de muito estudar o assunto, entendi que é um conjunto de coisas que devem ser manejadas de forma especializada e adaptada para cada criança. Como não tive apoio de médicos, pois fui desacreditada, segui sempre sozinha na busca de conhecimento para que pudesse realmente ajudar meu filho e consequentemente a nossa família. Por isso, sempre aconselho: terapias, esporte, educação, alimentação e suplementação (por causa da seletividade alimentar), e vida espiritual (a oração nos liberta para ter sabedoria para agir e comprar somente o que realmente precisa). Por exemplo: percebi que a boca do Vitor ficava branca de vez em quando e estudando sobre isso entendi que ele não absorvia ferro suficiente da alimentação seletiva e da disbiose intestinal e rapidamente providenciei suplementar e demorei um pouco para perceber que o quelato ou bisciglinato é o ideal pois já estão de forma mais simples para absorção. Junto a isso decidi dar um lactobacilo para ajudar no intestino pois um intestino saudável absorve melhor os nutrientes dos alimentos e também dos próprios suplementos. Além disso, a irritabilidade e nervosismo fazem parte do quadro da disbiose não tratada. Optei para o Lactobacillus Rhamnosos pois é o que mais consegue viver num ambiente ácido como o intestino do autista.


Autismo: entenda mais sobre a condição


    Procurei apoio nos meus pais e nos meus irmãos. Cada vez que os visitava escutava que era mole, que não sabia educá-lo que precisava ser mais firme, usar de autoridade. Cheguei a testar minha autoridade, mas nem dando uns tapinhas resolvia a situação, percebi que até piorava. Cada vez ia menos na casa da minha mãe, pois não me sentia acolhida, compreendida e ainda gritavam muito com o Vitor, o que me deixava mais triste do que já estava. Qualquer motivo era motivo de reclamarem do comportamento dele e se ele não me obedecia por entrar em crise sempre eu era a culpada. Podia ser alguma coisa que ele queria comer ou não comer, o jeito dele falar, se esquecia de pedir por favor, qualquer coisa era motivo para brigarem com ele. Fui deixando de visitá-los gradativamente e também era incompreendida por isso.

    Uma dúvida muito frequente é como é feito o diagnóstico de autismo. O processo é totalmente clínico e comportamental, podendo ser feito tanto por neuropsicólogos, psiquiatras e neurologistas, depois é conduzido por uma equipe multidisciplinar :psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Quanto mais cedo a intervenção e o acompanhamento terapêutico começarem, melhor será o desenvolvimento das habilidades sociais e de autonomia do indivíduo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dor Crônica - Condições

 Dor Crônica: por que piora com o tempo?      Tudo começou quando tive a percepção da minha dor crônica. Sempre sentia dores mas nesse dia tive a plena percepção dela na minha vida.      Fui abaixar para pegar meu filho Vitor de três anos e fiquei totalmente travada. Minha coluna parou naquela posição e dei um grito. Não conseguia mais me mexer. Tomei consciência neste exato momento que tinha chegado no limite do meu corpo, ele não aguentava mais a dor...    Chamei meu marido e pedi que me levasse a um médico ortopedista imediatamente. Lá ele me examinou e disse que estava muito estressada que precisava sair com as amigas e fazer caminhadas em grupo. Questionei como seria difícil para meu filho Vitor que necessitava de cuidados constantes e ele disse para delegar ao meu marido, já que ele já fazia isso. Contei que ele praticava ciclismo três vezes na semana.   Parei para pensar um pouco, eu realmente precisava de exercícios, meu corpo es...

Tratamento Fibromialgia - Autocuidados

Como aliviar as dores da fibromialgia?Como aliviar as dores da fibromialgia?          Iniciei uma busca por médicos que cobrassem a consulta e os tratamentos mais acessíveis. Encontrei os reumatologistas que percebi serem os especialistas em fibromialgia.        Consultei cerca de quatro médicos reumatologistas e todos estavam de acordo com meu diagnóstico, receitavam praticamente os mesmos remédios: antidepressivos, remédios para dor neuropática e exercícios e ficar longe do estresse.       O último médico me encaminhou para fisioterapia, fiz algumas mas não adiantou. Outro me encaminhou para acupuntura, também não vi resultado.         Mantive as massagens terapêuticas na medida que pude pagar, o antidepressivo e o da dor neuropática tentei por quatro meses e parei pois não tive melhora da dor.       Me inscrevi no Centro Esportivo de minha cidade e fiz seis meses de exercícios de fortalecim...

Marketing Digital - como ganhar dinheiro pela internet

    Ser mulher é uma arte. Todos os dias realizamos inúmeras atividades e tudo ao mesmo tempo. Nós conseguimos realizar mais do que nosso corpo aguenta, queremos sempre a casa limpa e organizada, o almoço e o jantar saborosos e bem preparados. Queremos estudar, aprender sobre diversos assuntos e ainda termos tempo para estarmos atraentes ao longo do dia. Como ganhar dinheiro com o marketing digital     Ainda bem que existe um dia da Mulher pois além de tudo isso que realizamos temos que administrar todos os sentimentos e emoções a flor da pele por termos sido criadas tão sensíveis. Ou seja, precisamos administrar tudo por fora e tudo por dentro. Ainda bem porque como seríamos mães se não tivéssemos essa destreza toda?     Nós mães tempos a capacidade de ainda perceber tudo  o que acontecesse com nossos filhos mesmo que tenhamos 10, sabemos que cada um é único e conhecemos a todos, as vezes até adivinhamos o que pode estar aborrecendo ou os preocupando,...