Depois que finalmente retornamos nossa casa e encerramos as internações constantes, o retorno para nosso lar foi difícil para ela se recuperar. Como havia tomado muitos antibióticos, laxantes e antiinflamatórios, os problemas gastrointestinais vieram com tudo. Eles destruíram as bactérias benéficas junto com as patológicas. É fato que os autistas têm o intestino sensível, após o uso prolongado desses fármacos o cenário piorou muito para ela e demorou muito tempo para que se recuperasse.
A associação entre bactérias intestinais e Doenças Alérgicas
A microbiota intestinal é um ecossistema essencialmente bacteriano benéfico que possui um papel fundamental tanto na saúde, quanto em casos de disfunções neurológicas, fisiológicas e demais doenças. Normalmente há uma relação harmônica e de simbiose entre o organismo e os microrganismos que ali habitam e participam de funções importantes como auxílio na síntese de algumas vitaminas, digestão e absorção de nutrientes, além de promover o fortalecimento da barreira intestinal e a proteção contra patógenos, como bactérias, vírus e fungos.
Por outro lado, quando há um desequilíbrio nessa microbiota e ocorre a predominância de bactérias patogênicas, acontece o quadro de disbiose intestinal, que leva à produção de toxinas e aumento da permeabilidade intestinal. Essas modificações resultam em alterações inflamatórias, imunológicas e hormonais.
Dessa forma, o eixo intestino-cérebro-microbiota pode ser definido como um meio de comunicação bidirecional do sistema nervoso central e o trato gastrointestinal formado por vias neurais, metabólicas, mecanismos imunológicos e endócrinos. Assim, forma uma complexa interação entre a microbiota intestinal e o cérebro, que tem sido foco de inúmeras pesquisas relacionadas a doenças.
A disbiose intestinal pode interferir no sistema nervoso central e modular emoções, ansiedade e comportamentos A modulação das funções cerebrais acontece pela produção de neurotransmissores como serotonina, ácido gama aminobutírico (GABA) e o fator neurotrófico, além de ácidos graxos de cadeia curta, metabólitos do triptofano e cetonas.
As mudanças na microbiota intestinal causam impactos fisiológicos significativos na modulação do eixo cérebro-intestino, causando interações nos sintomas do TEA. A microbiota intestinal possui um papel fundamental relacionado às desordens do espectro autista e participa na modulação do sistema imunológico e das funções gastrointestinais.
O maior problema, além da dor abdominal era o fato do eixo intestino-cérebro, pois inflamando um, consequentemente inflamou o outro e isso gera automaticamente um comportamento agitado, ansioso, irritado e depressivo. Foi muito difícil essa fase, até porque eu também já estava esgotada por noites mal dormidas e por que minha disautonomia desregulou, tive tonturas, taquicardia, enjôo também e isso me tornou mais ansiosa também e irritada.
Outro fato importante de se relatar foi que sua alergia veio à tona. Como seu intestino estava fragilizado, sua histamina aumentou e como o corpo do autista reage exageradamente aos alergenos, inflamaram suas vias respiratórias também.
Novas pesquisas sobre o assunto me incentivaram a buscar respostas. Iniciei então os probióticos Lactobacilos Rhamnosus pois são os que mais resistem em meio ácido e regulam rapidamente o intestino inflamado. Passei a me atentar muito à presença de certos minerais e compostos nos alimentos, água e tratamentos, pois entendi que um organismo com a barreira intestinal fragilizada pode reagir de forma muito mais sensível a qualquer sobrecarga.
Alguns pesquisadores vêm investigando a hipótese da relação entre a presença de certos minerais/metais no organismo e processos inflamatórios que podem impactar o neurodesenvolvimento, o que gera debates constantes na literatura científica. Quando o intestino está fragilizado e com sua barreira comprometida (hiperpermeabilidade intestinal), ele se torna muito mais sensível a variados compostos e substâncias do dia a dia.
Conheci as
pesquisas do Dr. Christopher Exley, que estuda a relação entre a exposição ao
alumínio e a saúde cerebral, sugerindo o uso do silício solúvel como um meio de auxiliar o organismo a eliminar esse metal.
Ao refletir sobre toda a nossa trajetória, desde intervenções medicamentosas necessárias no período de internação até a composição de alimentos e da própria água, percebi o quanto um organismo já inflamado exige um olhar minucioso para cada fator do ambiente. Em um corpo com alta sensibilidade, como costuma ocorrer no espectro autista, diminuir os estressores e focar na recuperação da barreira intestinal tornou-se a nossa grande prioridade. Percebi, desde intervenções necessárias no período de internação até o que consumimos no dia a dia , o quanto um organismo já inflamado exige um olhar minucioso para cada fator do ambiente. Entender que o tratamento convencional da água utiliza processos como a coagulação e a floculação para agrupar e filtrar impurezas me fez refletir sobre a importância de prestar atenção à qualidade de tudo o que oferecemos ao corpo.
Diante das minhas buscas por qualidade de vida para a minha filha, decidi testar o
Biosil, o ácido ortosilícico, ingerido pela água é absorvido no intestino, entra na circulação sanguínea e liga-se aos íons de alumínio livres , formando hidroxiáluminossilicatos solúveis. Continuei sempre observando suas reações. Com o tempo de uso, passei a notar avanços positivos no dia a dia dela
Alguns estudos acadêmicos e pesquisadores vêm investigando hipóteses sobre a presença de minerais e metais em tecidos corporais e sua possível relação com processos inflamatórios. Por exemplo, uma pesquisa publicada na área (
Sciencedirect) levantou a hipótese do papel das células inflamatórias na circulação de certos minerais no organismo.
Embora essa seja uma linha de pesquisa em debate e sem consenso definitivo na literatura médica tradicional, esses dados me incentivaram a buscar mais informações sobre a importância de proteger a barreira intestinal e reduzir estressores no dia a dia. (leia o artigo científico na íntegra
aqui).
Após uma longa jornada de exaustão com tratamentos tradicionais e sem encontrar alívio para as inflamações, decidi pesquisar alternativas de suporte nutricional sob minha própria responsabilidade e compartilhar aqui os meus sentimentos de mãe nessa busca por qualidade de vida. Tenho um carinho especial pelo estudo dos suplementos e do suporte nutricional, pois vejo como os nutrientes adequados atuam em sintonia com o nosso próprio organismo. Ainda assim, compreendo que até mesmo os suplementos exigem acompanhamento e responsabilidade. Iniciei o Silício, que é um mineral que vem na água naturalmente através das águas minerais ou lençóis pluviais. Incrível como Deus nos dá tudo o que precisamos diretamente. Particularmente, busco priorizar alternativas e suplementos de origem natural sob orientação, minimizando a dependência diária de certos fármacos após o acompanhamento que fizemos. No entanto, sei que cada organismo é único e qualquer mudança exige cautela.
O Papel do Silício no Organismo e na Neuroproteção
O silício (representado pelo símbolo Si na tabela periódica) é um elemento químico e o segundo mineral mais abundante na crosta terrestre, atrás apenas do oxigénio.
Na área da saúde e nutrição, refere-se ao silício orgânico, como o ácido ortosilícico, uma forma solúvel e biodisponível que o corpo humano consegue absorver e utilizar. Pesquisando sobre o papel do silício orgânico (como o ácido ortosilícico estabilizado em colina), vi estudos que discutem sua relação com o equilíbrio mineral no corpo e com o suporte estrutural ao colágeno e à barreira intestinal. Com autorização profissional, passamos a incluir o silício de forma complementar no dia a dia dela.
Qual é a função exata da Colina no BioSil?
Evita a Polimerização (O "Segredo" da Absorção):
O ácido ortosilícico em estado puro e isolado tende a agrupar-se rapidamente e a polimerizar (formar moléculas grandes e insolúveis), o que faz com que o corpo humano não consiga absorvê-lo pelo intestino.
A colina funciona como um "escudo protetor" que envolve a molécula de silício, impedindo que ela se aglomere. Isso mantém o silício numa forma líquida, estável e pequena, pronta para ser totalmente absorvida pela mucosa intestinal. Outros benefícios:
Ação Sinérgica e Neuroprotetora:
A própria colina é um nutriente essencial e precursor do neurotransmissor acetilcolina, sendo fundamental para a saúde da memória, função cognitiva e integridade das membranas celulares.
No contexto do eixo intestino-cérebro, a colina também auxilia no metabolismo hepático e nos processos de detoxificação celular.
A tecnologia de estabilização em colina é a mais avançada do mercado, pois garante que o silício chegue ao organismo de forma altamente solúvel e biodisponível, sem se agregar ou perder a capacidade de absorção no sistema digestivo.
Integridade da Barreira Intestinal e Tecidos
É essencial para a síntese de colágeno e elastina, fortalecendo a matriz extracelular. Ajuda a manter a integridade da mucosa intestinal e dos vasos sanguíneos, apoiando o combate ao intestino permeável (leaky gut).
Os seus filhos também lidam com alergias alimentares ou desconfortos intestinais? Você já conhecia a relação do eixo intestino-cérebro no dia a dia das crianças no espectro? Deixe o seu relato ou dúvida nos comentários, pois a sua experiência pode ajudar e inspirar outras famílias!
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